LEONA CAVALLI

 

Atriz, diretora, produtora, escritora, apresentadora.

Premiada no teatro, no cinema e na televisão.

 

 

Nasci no BRASIL, no Estado do Rio Grande do Sul, na cidade de Rosário do Sul, que é banhada pelo rio Santa Maria, com uma linda praia chamada “Praia das Areias Brancas”.

 

Meu pai chama – se Alsom Pereira da Silva, é político, advogado, e poeta por vocação; minha mãe chama – se Sirley Nobre Canedo, é professora e amante da moda e da beleza.

 

Tenho três irmãos, Alleysom, Brenda, e Anelise.Ao nascer recebi o nome de Alleyona Canedo da Silva, minha mãe queria que fosse Leona, mas meu pai achou o nome muito forte para um bebê e resolveu adaptá – lo; atualmente uso o nome de Leona por ser mais simples… Cavalli vem dos meus padrinhos, Luíz e Helena.Minha infância foi junto à natureza, brincando pelos campos gaúchos, onde aprendi a correr a cavalo, subir em árvores, nadar e a praticar muitos outros esportes.

 

Com meu pai, que foi prefeito da cidade duas vezes, aprendi desde cedo a conviver com muita gente, subindo em palanques, freqüentando comícios, sem me incomodar em ser filha de uma pessoa com vida pública. Com minha mãe, que sempre foi muito independente, aprendi a tomar decisões sozinha, a gostar da beleza e amar a liberdade.

 

Aos dez anos já viajava, tinha namorados, idéias próprias, e “queria ser atriz” ADOLESCÊNCIA.

 

Fui uma adolescente rebelde. Aos quatorze anos, quando todas as minhas amigas faziam planos para as festas de quinze anos e para o baile de debutantes, viajei para o Rio de Janeiro, onde assisti minha primeira grande peça, “A DIVINA SARAH”, com Tônia Carrero, e, consecutivamente, no Theatro São Pedro, em Porto Alegre,”AS LÁGRIMAS AMARGAS DE PETRA VON KANT “, com Fernanda Montenegro e Renata Sorrah, e “BRINCANDO EM CIMA DAQUILO “, com Marília Pera.

 

A vontade de ser atriz fervia. Decidi então que devia começar minha carreira JÁ! Porém meu pai não permitia que eu fosse morar em Porto Alegre…No ano seguinte, depois de renunciar à festa e ao baile de debutantes, viajei para Londres, onde assisti um espetáculo chamado ” MOTIM”. Depois da peça, liguei para o meu pai e disse que ficaria morando em Londres, e que desejava ser atriz.. Ele ficou alucinado. Desliguei. Tornei a ligar no dia seguinte e disse que só voltaria para o Brasil se fosse para morar em Porto Alegre e fazer teatro.

 

Consegui.Assim que cheguei, comecei a fazer um curso de teatro com um ator de São Paulo, que estava em temporada em Porto Alegre na Companhia do Paulo Autran, com a peça “TARTUFO”, José Barbosa Costa. Como finalização do curso fizemos “A VALSA no 6 ” ,de Nelson Rodrigues, minha estréia no teatro adulto, com 16 anos.

 

Era um monólogo e durante os ensaios começamos a namorar. Foi um tempo em que me alimentava de tudo o que queria ser, vendo muitos filmes, lendo livros e textos, conhecendo novos autores, indo a shows.

 

Entrei na UFRGS, no curso de Artes Cênicas e na PUC, no curso de direito. Até que chegou um momento em que não agüentava mais só ESTUDAR teatro, eu queria FAZER. Decidi então largar tudo: namorado, faculdades, pais e amigos… e VIM para SÃO PAULO.

 

Cheguei de carro, no dia 10 de janeiro de 1990. Minha irmã Brenda, que sempre me incentivou, veio junto e logo depois retornou, deixando-me no apartamento de um amigo, Tochio Shimada, que era a única pessoa que eu conhecia em São Paulo. Dias depois ele foi morar no Japão, deixando o seu apartamento alugado para mim, pago com o apoio financeiro de meu pai.Fiquei longe da família … e descobri São Paulo, em sua abundante diversidade de raças, linguagens e hábitos, o que me seduziu completamente.

 

Entrei para o curso de teatro da PUC, onde fiz “O HOMEM E O CAVALO”, de Oswald de Andrade, com direção de Pablo Moreira e Carlos Gardin.

 

Logo depois fiz o curso de atuação de Míriam Muniz, com quem trabalhei o grande escritor Garcia Lorca. Fiz uma leitura com o ator Pascoal da Conceição, que me chamou para fazer a “FARSA DE INÊS PEREIRA” e “O AUTO DA BARCA DO INFERNO”, de Gil Vicente, com sua direção, substituindo a atriz que fazia a Inês, que estava grávida.

 

Fazíamos espetáculos nos mais diversos lugares, 3 a 4 sessões ao dia, durante mais de um ano, com um público atuante e sedento, que na sua maioria nunca tinha visto teatro. Se gostavam aplaudiam delirantemente, se não, vaiavam da mesma forma.

 

Adquiri experiência de palco e comecei a receber pelo meu trabalho.Nessa época fomos, Pascoal e eu, fazer uma oficina com o diretor Zé Celso Martinez Corrêa na Casa de Cultura de Santo Amaro. O texto era “AS TROIANAS”, de Eurípedes. Eu queria fazer o papel de Cassandra, mas a atriz que fazia Hécuba – a matriarca – não pôde mais ir e o Zé me perguntou: “Você decora Hécuba para amanhã?” Fiz o ensaio geral e no dia seguinte apresentamos. No final , Zé me chamou para fazer “HAM – LET” que ele estava montando para reinaugurar o Teatro Oficina.

 

E assim começou uma carreira de grandes desafios, que se amplia diariamente, exigindo uma entrega cada vez maior, para que os obstáculos possam ser superados, as vitórias reveladas e as alegrias vividas. Hoje creio na força criadora do Brasil e de seus artistas como nossa maior riqueza e desejo que nesse tempo de transformação possamos encontrar um caminho de viabilização econômica e social da arte e da educação nesse país.

 

 

Leona Cavalli. 

md_5aeee1cb35919.png
e5f752b9c11ba3e632fee6c8065d6f0e.png
youtube-logo-1.png