Direção de Cláudio Assis
2001

:: Prêmios

 

Amarelo Manga ganhou sete prêmios na 35ª edição do Festival de Brasília de Cinema Brasileiro. O filme, um ousado e radical retrato do submundo pernambucano, ainda levou os prêmios de melhor fotografia, para Walter Carvalho (que ano passado levou por Lavoura Arcaica), melhor ator, para Chico Diaz, melhor montagem, para Paulo Sacramento, o prêmio da crítica e o prêmio Saruê, dado pelo Correio Braziliense para a equipe do filme. No agradecimento, a veterana atriz Conceição Camarote não parava de repetir: “foi muito amor, muito amor”.

 

:: Sinopse

 

A ação se passa na cidade de Recife, a partir de dois focos, um bar e um hotel, onde vivem as personagens, desvelando um mosaico de figuras exóticas do submundo brasileiro.

 

:: Ficha técnica

 

Direção de Fotografia: Walter Carvalho


Direção de Produção: Paulo Sacramento


Elenco: Leona Cavalli, Jonas Bloch, MatheusNachtergaele, Chico Diaz e Dira Paez

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:: Comentário

 

Pernambuco, que conheci muito cedo, desde o Sertão até Recife, sempre foi um lugar especial pra mim, pelo seu ritmo, sua cultura com raízes fincadas na terra e antenas conectadas no mundo. Seus Festivais de Cinema, Teatro e Dança, com público pra todos os gostos. Minhas cenas no “Amarelo Manga” foram filmadas em Olinda, no bairro dos “Quatro Cantos”, onde interpreto Lígia, dona do Bar Avenida, que ganha o apelido de “Amarela Manga” por pintar todos os cabelos dessa cor. Uma personagem que revela a mulher brasileira, jovem, solteira, tentando sobreviver sozinha, numa sociedade machista, que pouco favorece isso. A direção de Cláudio Assis que mistura realidade, ficção e invenção; o encontro com Jonas Bloch, com quem contracenei o tempo todo; a ótica delicada e precisa de Walter Carvalho; e toda efervescência da maravilhosa equipe de criação e produção, fazem deste um filme diferente e raro.

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